28.10.03

Mudança de casa. 

LAMENTO MAS ESTE BLOG NESTA CASA ESTA TERMINADO.
CONTINUA EM: coisas do silva.

20.10.03

Já não sei o que digo!

Imagine-se que sou, juntamente com mais uns, responsável pela análise de um conjunto de hienas, nomeadamente quanto ao seu comportamento como grupo dentro da sua sociedade.
Imagine-se agora que chego, juntamente com mais uns, à conclusão de que posso, sem riscos por ai além, juntar à matilha as crias que quando nasceram foram para sua própria protecção retiradas ao seu meio.
Imagine-se também que estas hienas fazem mais tarde ou mais cedo aquilo que estão programadas para fazer.
Pergunto: Como pode um sistema funcionar quando aqueles que são pagos para analisar certas situações simplesmente as fazem por fazer? Como podem estas pessoas viverem agora sabendo que com um pouco mais de cuidado poderiam ter detectado que esta criança não estava bem entregue? Será que tem filhos? Como são os seus nomes? Será que a culpa é simplesmente da besta que pratica este inqualificável acto ou a sua própria
Insanidade não chega para que tenha consciência do que fez?
Já não sei o que digo.
As vezes já não sei o que pensar.

17.10.03

De cama.

Primeiras palavras depois de alguns dias de cama.
Lombalgia, imagine-se.


15.10.03



NÃO DEVERIA SER UM PEDIDO.
DEVERIA SER OBRIGATÓRIO.




"Centro de Histocompatibilidade do Sul"




Ainda bem que já tenho 38.


O Dia da Defesa Nacional visa sensibilizar os jovens para a temática da defesa nacional e divulgar o papel das Forças Armadas, a quem incumbe a defesa militar da República.

A comparência ao Dia da Defesa Nacional constitui um dever de todos os cidadãos, podendo ocorrer a partir do 1.º dia do ano em que completem a idade de 18 anos e enquanto a mantenham.

A convocação para comparência ao Dia da Defesa Nacional é efectuada por edital, a afixar, durante o mês de Maio, nas câmaras municipais, juntas de freguesia, estabelecimentos de ensino, órgãos de recrutamento dos ramos e postos consulares, nele devendo constar as identidades dos cidadãos abrangidos e os locais, o dia e a hora em que estes devem efectuar a sua apresentação.

Os cidadãos convocados para comparecer ao Dia da Defesa Nacional devem ser portadores do bilhete de identidade e da cédula militar.

A participação de outros cidadãos que não os convocados é facultativa .

O cidadão que não compareça ao Dia da Defesa Nacional é punido com a coima de 249,40 a 1 247,00 €.

Informação da responsabilidade de: Min. Defesa






Quando as meninas chegam à cidade.

Imagine-se que todas as pessoas do sexo feminino sejam elas portuguesas ou não chegam à cidade e logo são chamadas de meninas.
Imagine-se que todas as pessoas do sexo feminino independentemente da idade chegam à cidade e logo são chamadas de meninas.
Imagine-se que todas as pessoas do sexo feminino que trabalhem em botes, discotecas, casas de alterne, de danças, ginásios, clube de caça ou de outra coisa qualquer, chegam à cidade e logo são chamadas de meninas.
Imagine-se que todas as pessoas do sexo feminino que no inicio das aulas das faculdades, lá por volta de Outubro, que chagam à cidade e logo são chamadas de meninas.
Imagine-se… tudo o que se queira imaginar.
Agora imagine-se meia dúzia de pseudo esposas sem competência para cozinhar, conversar, fazer amor convencionalmente e desconvencionalmente, feias, sem cuidados com elas e com eles, pobres de espíritos e alma, com saias de sete rodas até nos miolos, com alianças grossas nos dedos porque nada mais havia e a escolhas já eram de terceira ou quarta apanha.
Imagine-se também que as meninas à laia dos cowboys traziam à cintura armas e caçadeiras e que sem aviso entravam pelas casas e trabalhos das pessoas que sem apelo nem agrado e quiçá arrastados pelos cabelos teriam que fazer companhia e frequentar certas casas com mais do que um aposento.
Imagine-se… tudo o que se quiser imaginar.
A carne é fraca, como é useiro e vezeiro dizer, mas a escolha é óbvia.
Com tudo isto a divulgação do nosso Eurozito sai de uma revista que não é propriamente a revisteca da esquina com meia dúzia de exemplares feita na garagem por dois amadores e meio.
Imagine-se agora que também não se gostava dos estudos e conclusões e noticias, sobre toda e qualquer matéria que circula por esse mundo nas revistas, livros e compêndios.
Toca a isolar e viva a censura.

Polémica nos livros.

Esta situação é indigna até para comentarios.
Só neste país é que alguem que supostamente deve ser responsavel por estas materia nada faz.
Ignorancia total e já agora pergunto: "Como pais como esclarecer as minhas filhas caso tenham duvidas sobre esta parte da materia?"

13.10.03

Noticia do Publico e para que nada se perca além do link aqui fica a transcrição compelta.


Portugal nega asilo a queniana que fugiu à mutilação genital feminina
Sofia Branco
Domingo, 18 de Maio de 2003

Susan chegou a Portugal em Junho de 2002. Dois meses depois a queniana pedia asilo, alegando ter fugido à mutilação genital feminina (MGF). O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), primeiro, e o Comissariado Nacional para os Refugiados (CNR), depois, rejeitaram o pedido. Susan continua em Lisboa, ilegal, sem dinheiro e sem trabalho, à espera do resultado do recurso interposto em tribunal.
Sem saber sequer onde ficava Portugal, cuja embaixada em Nairobi apenas foi a mais rápida em conceder-lhe o visto de turismo que pretendia, e sem falar uma palavra de português, Susan chegou ao Aeroporto da Portela na noite de 20 de Junho do ano passado, com 38 anos, 70 euros no bolso e ainda a pensar se teria tomado a decisão certa.

Para trás ficaram os pais e um filho menor. Mas, para Susan, a opção era ficar no Quénia e ser sujeita à MGF ou fugir do país de origem e manter intocados os seus órgãos genitais. Susan escolheu a fuga e não se arrepende, embora esteja agora carregada de desilusão face a uma Europa que ela "pensava que protegia os direitos humanos".

Susan aceitou contar ao PUBLICO.PT a sua história, embora tenha, para tal, escolhido um nome fictício.

Tudo começou com a morte do marido. Segundo uma tradição local ancestral — comum em algumas tribos africanas —, a viúva tem de casar um dos irmãos do falecido esposo. Ora, Susan não amava o cunhado e, mais importante do que isso, sabia que ele pertencia a uma seita fanática do Quénia chamada mungiki (ver caixa), que, entre outras perseguições às mulheres, defende a MGF — prática incluída nos rituais de iniciação à vida adulta de muitos países africanos, que, podendo assumir diversas formas, passa sempre por alguma forma de amputação dos genitais femininos.

A excisão é um "acto satânico"

Em conversa num café de Lisboa, Susan explicou, usando o inglês como língua franca (que fala, aliás, bastante bem), que essa tradição de casar com um cunhado é "muito antiga", mas não se coaduna com a educação que recebeu. "É suposto escolher-se com quem casar. Como se pode casar com alguém que não se ama?", questiona, sem esperar resposta. Disse ao cunhado que não queria desposá-lo, até porque ainda "estava de luto e deprimida" com a morte do marido. Algumas ameaças, insultos e ofensas corporais depois, uma amiga casada com um membro dos mungiki disse-lhe que o cunhado pretendia obrigá-la a casar-se com ele e, com a ajuda de um grupo de membros da seita, mutilá-la à força.

Susan já tinha lido sobre a actuação dos mungiki nos jornais nacionais e teve medo. "Não podia ser excisada, preciso do meu corpo, ele é a minha vida. Preferia morrer!". Susan conhecia mulheres excisadas que "aceitaram a mutilação por ser tradição, mas que lamentaram depois". Cristã evangelista, Susan não tem dúvidas: "É um acto satânico, que não vem na Bíblia, é uma doutrina inventada pelas pessoas". No entanto, reconhece, os kukuyu, a sua tribo, acreditam que a MGF faz com que as mulheres "percam o desejo sexual e permaneçam seguras". "Precisamos do clítoris, Deus colocou-o ali por alguma razão", contrapõe, convicta de que escapou por pouco à perda da sua feminilidade.

Além disso, Susan sabe que os instrumentos usados na prática não são esterilizados e tem medo da sida, num país onde a epidemia afecta 14 por cento da população.

A fuga como primeira viagem

Começou a pensar em fugir, "a reunir algumas coisas e documentos". Pára um momento. Suspira, trava uma lágrima e tenta recuperar o sorriso que traz normalmente na tez mulata. "Ainda está tudo muito fresco na minha memória...". O rosto entristece e contorce-se em esgares à medida que vai narrando a fuga. Optou por escapar de Kimunyu, onde vivia, durante a noite, para que ninguém desse conta. Pegou no filho e "no que podia", desceu e subiu montes, pernoitou na floresta escura, reatou caminho quando o sol despontou, desceu e subiu mais montes até chegar finalmente a Thakwa, aldeia onde vivem os seus pais. Na mente, a ideia fixa de recusar submeter-se à "humilhação" de ser mutilada.

Ficou algum tempo em casa dos pais, durante o qual planeou a fuga. A mãe aconselhou-a a aceitar casar-se com o cunhado, a esperar para ver o que ia acontecer. "Não podia esperar mais. Cheguei à conclusão de que era melhor perder tudo e começar do zero".

Susan preparava-se psicologicamente para estrear o seu passaporte e fazer a primeira viagem da sua vida. Contactou "um agente" e deu-lhe dinheiro (4000 shillings/49 euros) para obter um visto de turismo de três meses, que lhe permitiria entrar legalmente em Portugal. Conseguiu-o em Abril, mas não tinha ainda dinheiro para o voo, razão pela qual acabaria por sair do país apenas dois meses depois. "Fiquei desesperada, mas acabei por vender alguns dos meus bens e arranjar dinheiro".

A chegada à Europa das desilusões

Nairobi, Cairo, Lisboa. Susan deixou a África do seu coração e aterrou em Lisboa. Durante o voo conheceu um guineense, que acabaria por ajudá-la, dando-lhe guarida no apartamento que partilhava com outros dois homens. Susan passou um mês nessa casa, cozinhando e tratando da lida doméstica. Ao mesmo tempo, foi tentando aprender umas palavras de português. Hoje, frequenta as aulas gratuitas do Conselho Português para os Refugiados (CPR) e já consegue exprimir-se em situações básicas. "A língua abriu-me os olhos. Sem comunicação não há vida", diz.

Durante um dos seus passeios pela capital, Deus enviou-lhe "um sinal": uma missionária brasileira que lhe indicou a família de uma outra religiosa angolana, com quem poderia ir viver. É com essa família da Amadora que Susan vive actualmente. No entanto, embora consciente da sorte que teve desde que está em Portugal, Susan, agora com 39 anos, continua a estar dependente da ajuda dos outros e sente que perdeu a autonomia e a liberdade. "Não tenho dinheiro para comprar as coisas que quero. Preciso de comer, não durmo onde me apetece dormir, tomo banho quando há gás e quando não há não tomo, só posso sair de casa se tiver uma razão. Não sou livre de todo". É como se não existisse, sem trabalho, ilegal e sem saber o que esperar de uma justiça que tarda em anunciar o veredicto final.

E se a expulsarem? Abana a cabeça como que a afastar esse pensamento. Encolhe os ombros entre a opção de regressar, de ficar ilegal em Portugal ou de tentar obter asilo noutro país.

À excepção do CPR, das autoridades portuguesas, do namorado sul-africano que conheceu em Lisboa e, mais recentemente, do PUBLICO.PT, Susan não partilhou a sua história com ninguém, nem com as pessoas com quem vive.

Vários meses e duas recusas de asilo depois, Susan mantém a determinação e diz que não lamenta ter deixado o Quénia, porque conseguiu "o primeiro objectivo" que se propôs atingir: escapar à MGF. "Tenho esperança e fé em que vou conseguir o segundo: ficar em Portugal, em situação legal". Regressar? "Sou africana, gosto do meu país, a minha família está lá, a nossa casa é sempre a nossa casa, mas não posso voltar".

Ao mesmo tempo, é com mágoa e desilusão que fala das decisões negativas do SEF — onde foi "obrigada" a contar a sua história a um homem — e do CNR e não consegue entender como é que na Europa "onde se respeitam os direitos humanos" não acreditam no seu relato. Durante este tempo de espera tem procurado as razões. "Será porque a minha pele é negra? Não terei eu direito a conviver com gente branca? Será porque não falo português? Se fosse da Guiné-Bissau, [as autoridades] fariam um esforço maior para me compreender? Questiono-me, mas não tenho a resposta ainda".

De qualquer forma, os portugueses não sabem "o real significado da mutilação". "Se não se comer o gelado, não se pode saber se é bom. Eu já provei e digo que é bom. Quando conto a história da minha vida, sei do que estou a falar", compara. E resolveu contá-la, porque "a opinião pública pode mudar a lei, porque o povo é o Governo".


Alguém pode comentar?





12.10.03

O principio.
Depois de algumas tentativas de colocar um blog on line com os mais diversos titulos e assuntos igualmente diversos, nasceu, neste dia chuvoso e algo frio, este que espero seja o mais fíel de todos. Não existem aqui pretensões a excelências ou tão pouco a "blog referência" uma vez que a escrita na maior parte das vezes me é penosa, confusa e sem qualquer significado aparente. Servirá este blog simplesmente para minha diversão, para que as minhas palavras de indignação, alegria, concordancia ou não, sejam lidas por alguem que possa algum dia e certamente por equivoco, vir aqui parar. Erros gramaticais, imagens que de alguma ou de outra forma me dizem algo, coisas reais ou nem por isso, riscos e rabiscos, com sentido ou desprovidos totalmente dele, criancices, palavras com bolinas no canto superior, enfim... algo que numa ou noutra altura simplesmente me apeteça. Por tudo isto, que ninguem se ofenda que a intenção é boa e singela.


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